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Orientalismos-Ocidentalismos: Persépolis e Edward Said

Talvez hoje todos tenham algo a falar sobre a querida Marji, de como ela é interessante, de como ela nos contempla poeticamente e politicamente. Poderia ficar falando dos benefícios políticos e poéticos de Marjane por horas. Não canso de elogiar Marjane Satrapi. Conheci a obra de Satrapi através do youtube, futricando ¹ um filme aqui, outro acolá, assim, achei o filme Persépolis (virou filme, pois, é em primeira mão publicado em formato de História em Quadrinhos, ou Banda Desenhada, ou HQ).

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O filme se passa no momento da Revolução Iraniana de 1979 que levou o fim da monarquia pró-ocidente -comandada por Xá Mohammad Reza Pahlevi- à ascensão de uma república teocrática- comandada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini.  Mostra, nesse momento histórico, a vida da autora, e protagonista da obra Marjane Satrapi, no processo revolucionário de seu país. Marjane, mulher iraniana, viveu e foi educada na capital Teerã durante a revolução, a capital passou por mudanças políticas, econômicas e culturais. Nesse momento, já na década de 80, uma sociedade abusivamente conservadora começa a se formar diante de preceitos religiosos islâmicos. Proibições ocorreram, ou seja, tudo que inferia o ocidente acabou sendo vedado simbolicamente (O ocidente remetia ao Xá, assim como o Xá remetia ao Irã ocidentalizado), foram proibidas vestimentas, obras cinematográficas, livros, músicas, jogos, os produtos nas prateleiras dos supermercados começavam a sumir. Com medo dos bombardeios (devido a Guerra com o Iraque no mesmo período), da repressão do regime, espionagem dos vizinhos, Marjane e sua família seguiram suas vidas esperançosos. A pequena Marji se deparou com as mudanças, exilou-se.

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